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sábado, 4 de outubro de 2008

Tim Love lança o Manifesto da Indústria da Publicidade

Na contra-mão do discurso pessimista que tomou conta não somente da indústria publicitária mundial, mas de todas as outras, o vice-Chairman do Omnicom Group Tim Love lançou o Manifesto da Indústria da Publicidade, no qual exibe sua visão sobre o momento de crise e a responsabilidade do setor, que pode ter um papel fundamental na missão de reerguer a economia global.
Confira abaixo o documento:

Manifesto da Indústria da Publicidade - Outubro de 2008

A indústria da publicidade existe na troca de idéias entre pessoas. Hoje, há mais gente disponível para se comunicar com as outras do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Isso significa que a primeira mídia de todas são as pessoas. Isso significa também que criar idéias a partir da compreensão humana traz mais conseqüências - e talvez, mais valor também.
Os desafios sócio-econômicos com que estamos nos defrontando desvalorizam a interdependência de uma economia globalizada. Há poucas dúvidas de que estamos testemunhando mudanças econômicas, ambientais e sociais como nunca antes. Também há pouca dúvida de que algumas das idéias que estamos usando não nos ajudarão mais. Novas idéias são necessárias.
Medo
O medo é mais comum hoje. O medo é um assassino, particularmente quando a economia sofre de uma recessão ou por causa de um golpe como este que estamos vendo. O medo sufoca a criatividade que reúne as pessoas e que alimenta o otimismo da economia. O medo pode ser particularmente doído para um negócio que depende de ter uma cultura orientada por idéias, como no caso da indústria publicitária. E ele fere a qualidade e a inventividade de nosso talento para a inovação.
Publicidade é mais arte do que ciência. A ciência custa dinheiro. A arte custa paixão. A tensão que ocorre quando o medo está presente por causa de transtornos sociais ou incertezas econômicas pode afetar muito a coragem e a paixão nos negócios de cada um. A indústria publicitária é otimista por natureza, até mesmo destemida. Nós inventamos idéias que tornam possível mudar comportamentos e crenças. É por isso que os clientes buscam a nossa ajuda.
Ser destemido tornou-se mais importante quando os tempos são difíceis, quando existem crescentes incertezas. Nestes momentos é que os anunciantes precisam de mais do que nunca criatividade e inovação de seus parceiros de publicidade e comunicação de marketing.
Inovação
Existe uma diferença entre criatividade e inovação. Criatividade é quando as idéias são novas e potencialmente valiosas. A inovação ocorre quando você conecta idéias que não parecem estar conectadas. Ela é o processo pelo qual as idéias criativas são percebidas. Uma pesquisa de Harvard indica que a criatividade ocorre quando as pessoas agem em contato com seu ambiente, quando as idéias são medidas contra algum contexto social mais amplo. Inovação, portanto, é pensar diferente, e juntos.
Das profundezas da Depressão, Charles Kettering aprendeu, em primeira mão, a tremenda força das novas idéias para o crescimento econômico. Durante um discurso proferido para líderes de negócios em 1938, fez comentários sobre a atitude que prevalecia entre eles de que "nós precisamos apenas esperar até que a economia comece a voltar novamente". Kettering ressaltou que a economia não estimula a si própria em direção à mudança e que a inovação e novas idéias são necessárias para que ela dê o salto inicial.
Aqueles que já estão há algum tempo no negócio da publicidade sabem que após todos os cortes em investimentos e recursos, os clientes brevemente precisarão de idéias frescas para alimentar o crescimento. Você não pode derrubar o seu caminho para a prosperidade. Um estudo da Association of American Advertising Agencies (AAAA) sobre o marketing e a publicidade em tempos de recessão mostra que as marcas e empresas que abraçam ou aumentam seus investimentos nestes períodos obtém um significante crescimento em share e vendas a longo-prazo (Nome do estudo: Advertising In A Recession: The Best Defense is a Good Offense, de Bernard Ryan Jr.). Quando todos os outros estão com medo de agir, os poucos destemidos que fazem algo têm tudo para ganhar.
Assim como todos os outros negócios, a indústria publicitária nunca foi tão desafiada quanto neste exato momento. Ironicamente, ela nunca foi tão necessária. Com as ramificações sociais de tecnologias de comunicação global, preocupações sociais contínuas e a necessidade de estímulo econômico, nossa inerente inventividade e habilidade para converter criatividade em inovação são severamente requisitadas.
Este é um mundo de negócios em que fronteiras e nações são menos relevantes e se tornaram menos dominantes por causa da abertura do comércio, consolidação das indústrias e da onipresença da mídia nos conectando cada vez mais. Um dado importante é que das 100 maiores entidades econômicas 51 são corporações e 49 são países. Isso significa que as pessoas estão sendo tocadas por corporações e marcas mais vezes do que por qualquer governo nacional.
O contexto é importante. Diversas alianças estão adicionando contextos que alteram o cenário para as idéias. Desculpe Tom, isso não é plano (aqui ele se refere ao autor do livro O Mundo é Plano, Thomas Friedman). O mundo está rodando, interconectado e sempre em tempo real. Isto está criando uma blogosfera que está fluindo, cheia de informações e desinformações. Descobrir a verdade requer uma grande dependência da palavra que vem da boca e das perspectivas. Ao mesmo tempo em que nos consideramos sábios das multidões. Nós precisamos estar sintonizados à sabedoria dos indivíduos. Devemos escutar os filtros perceptivos únicos de cada um para a diversidade de informação disponível.
É uma corrida por idéias. As crescentes alianças da economia global dependem do significado do processo de informação para os indivíduos - nossa habilidade para ouvir, aprender e, então, fazer escolhas.
A força das escolhas
A Teoria das Relações Sociais é focada em relacionamentos. Sugere que em qualquer relacionamento, dentre ele ou ela, quem tiver mais escolhas, tem mais poder.
A publicidade existe como uma influência dentro do mundo da economia. É algo sobre ter escolhas. Nós estamos cada vez mais livres para fazer escolhas. Mas o pensamento de quanto aquilo depende de nossas decisões, pode tornar nossa liberdade de escolha algo difícil. Não obstante, e podemos aprender isso da história, há uma linha fina que separa a liberdade de escolha de não ter qualquer escolha.
Vencer a corrida das idéias vai depender de colaboração. Isso significa aproveitar as capacidades multinacionais localmente com as melhores práticas globais gerando riqueza em cada segmento da pirâmide econômica. Significa colaboração entre disciplinas de marketing, talentos e lugares para reunir objetividade, diversidade de compreensões e idéias sobre consumidores e criadores de informação. Estes são os indivíduos que estão cada vez mais ligados e que têm mais escolhas.
Perspectivas futuras
Nós somos um tipo de país com múltiplas escolhas. Múltipla escolha é um instrumento de aprendizado mais útil do que uma questão com respostas verdadeiro/falso. O verdadeiro/falso assume um caminho, ou o outro, o certo e o errado. Verdadeiro/falso não prevê possibilidades suficientes de ligar coisas que não pareciam estar conectadas.
No rio da tecnologia das comunicações, que está sempre fluindo, toda informação corre para dentro e fora dos indivíduos. Uma corrente de mal-entendido entra no meio, com uma ressaca de informações erradas que nunca foi tão forte. Não nos esqueçamos de que apenas peixes mortos seguem a corrente. Eu estou otimista. Tudo o que precisamos é de alguma boa publicidade.

Tim Love

PS: Se você pensa que este é um argumento político, você apenas teve uma demonstração de como o seu filtro perceptivo funciona.
http://www.meioemensagem.com.br/novomm/br/Conteudo/?Tim_Love_lanca_o_Manifesto_da_Industria_da_Publicidade

Sarah Sader

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A dura realidade dos estudantes de publicidade

Por algumas horas, durante dois dias de evento, tive a oportunidade de
participar do Publiday - evento com o objetivo de aproximar o
dia-a-dia da propaganda para cerca de 300 estudantes, que por ventura
estejam em dúvidas de que área dessa profissão seguir ou até mesmo
saber se essa é a atividade a ser seguida.
Nos intervalos de uma palestra para outra conversei com alguns
estudantes e o coro era um só: nesse mercado não tem oportunidade!.
Outro estudante disse: pagamos R$ 600 de faculdade e não conseguimos
nem um estágio que pague essa mensalidade. Em outro caso, um aluno se
ofereceu para ser o servente da agência, disse ele: é mais fácil eles
saberem do meu potencial estando aqui dentro do que lá fora.
Por outro lado, empresários da comunicação reclamam cada vez mais da
falta de qualificação e despreparo dos novos profissionais que entram
semestralmente no mercado de trabalho. E aí entramos em outro fator
polêmico que é o papel das faculdades. Será que as universidades estão
apresentando as novas tendências de mercado para futuros profissionais
que vão se deparar com essa realidade ou estão se limitando apenas em
apresentar as etapas de um briefing? Será que os estudantes em alguma
disciplina aprendem o que é web 2.0, conteúdo colaborativo, product
placement, brand experience, ativação de marcas (ferramentas que são
usadas diariamente por agências que entendem o comportamento do
consumidor) ou apenas como se dá o processo de comunicação? Não que
cadeiras com história da arte, teoria da comunicação, sociologia não
sejam importantes, pelo contrário, são básicas. Mas é de fundamental
importância, que as faculdades tenham conhecimento que esses
profissionais estão chegando desatualizados no mercado por uma
deficiência, também, do programa acadêmico.
Devido a esse caos, ou seja: excesso de mão-de-obra, profissional
despreparado, mercado pequeno em relação a oferta de profissionais, só
quem perde é a nossa atividade e a ética que tende a passar longe em
mercados como esses.
Mas ainda não é o fim do mundo. Para Henrique Menezes, da HSM
Comunicação, no mercado pernambucano, uma saída para
estudantes-empreendedores seria se especializar como prestadores de
serviços e entregar um produto/serviço de maior valor às agências.
Visto que em diversos casos, para viabilização de vários projetos,
agências pernambucanas recorrem a prestadores de serviço do eixo
Rio-SP.
Para quem não tem condições ainda de colocar um negócio e pretende se
direfenciar de alguma forma no mercado de trabalho, parabéns,
acreditem: só em está lendo este artigo e frequentar blogs
especializados como esse você já está deixando alguns profissionais
para trás. E para finalizar, caro leitor, saia do básico, VÁ ALÉM.
Thiago Nascimento, 18.05.2007

Galera é isso aí!
Vamos sair dos padrões!
Sem medo de quebrar os paradigmas!
Acima de tudo fazer com amor!
Quando são feitas com amor, tudo sai legal!
Vamos nos doar ao máximo para fazermos uma geração de novos publicitários, antenados, competentes e profissionais.

Sarah Sader

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Cannes 2008 - Brasil soma 41 Leões, apenas um de ouro


O Brasil surpreendeu e conquistou expressivos 41 Leões no Festival de Cannes de 2008, mas apenas um de ouro. No ano passado, foram 30 Leões, sendo seis de ouro; e 28 em 2006, pior resultado desta década. Os prêmios deste ano vieram das categorias Press (14), Cyber (7), Outdoor (5), Film (4), Radio (4), Design (3), Promo (3) e Media (1). Apenas as categorias Direct e Titanium não tiveram Leões brasileiros.
Os prêmios deste ano igualam o desempenho de 2004, só superados em 2005, quando o Brasil faturou 43 Leões. Antes for am 33 em 2003.

http://www.meioemensagem.com.br/cannes2008/noticia.jsp?Brasil_soma_41_Leoes__apenas_um_de_ouro

Realmente o Brasil vem se destacando no meio da Publicidade e Propaganda!
Vamos valorizar, apoiar e fazer parte desse grande time!

Sarah Sader

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Emboscada na Maratona Internacional de São Paulo





Em todos os eventos esportivos do Brasil e do mundo já é tradicional aquele tipo de participante ou espectador que se veste de forma peculiar (ou usa o seu shape peculiar) na tentativa de chamar a atenção das câmeras de TV e do público para uma marca.

Na mesma pegada, 48 pessoas uniformizadas (47 “bandidos de preto e 1 “policial” de branco) invadiram a Maratona de São Paulo no início deste mês, prova que reuniu 12 mil atletas e não-atletas e com uma grande audiência presencial e televisiva. Mesmo com o frio que fez no dia, o bloco único e compacto de corredores cruzou a linha de chegada, chamando a atenção até do animador do evento.
O recado era: na cidade de São Paulo, para cada policial, existem 47 bandidos. E o objetivo: divulgar a série 9mm São Paulo, do canal FOX.
A ação da Santa Clara Nitro (operacionalizada pela Espalhe) traz na sua essência o espírito de uma emboscada clássica e, em ano de Jogos Olímpicos, vale desculpá-la passo a passo:
1 - Evento reunindo várias pessoas, com transmissão ao vivo para tv , além de uma extensa cobertura da mídia;
2 - Uma idéia simples que chame a atenção das pessoas, de preferência mais atenção do que as placas imóveis dos patrocinadores oficiais do evento;
3 - Atitude e culhões na hora de executar;
4 - E, como bem manda a cartilha de bons modos da guerrilha que dão resultado, tudo sem quebrar nenhuma lei, muito menos manchar o mercado publicitário.
http://www.blogdeguerrilha.com.br
Ta aí um exemplo de marketing de guerrilha bem bacana. E que chama muito a atenção e desperta a curiosidade de quem vê.

Izabela Oliveira

sábado, 14 de junho de 2008

Brasil tenta reviver fase dourada em Cannes


Depois do desempenho decepcionante em 2007, agências brasileiras chegam ao festival com 2.461 trabalhos.
Começa no dia 15 a acirrada disputa pelos leões dourados da 55ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, a maior e mais tradicional premiação da área. Desde sua estréia, em 1954, o evento reúne o que melhor a indústria da propaganda produziu no ano, além de refletir as mudanças do mercado. O jornal "O Estado de S. Paulo" é, desde 2001, o representante oficial do festival no Brasil.
Depois do desempenho decepcionante do Brasil no ano passado, quando levou apenas 30 leões, as agências brasileiras tentam reviver sua fase dourada, entre 1998 e 2001, quando saíram por quatro anos consecutivos como as melhores do mundo.
Este ano, são mais de 28 mil trabalhos inscritos a partir de 85 países, um número 10,2% maior do que em 2007. Até o dia 21, jurados de diferentes partes do mundo escolhem as melhores peças em dez categorias: Film, Direct, Promo, Media, Cyber, Press, Outdoor, Radio, Titanium & Integrated e a novidade desse ano, Design. Cada categoria ainda é dividida por tipo de produto anunciado, como serviços ou bebidas, por exemplo.
O Brasil enviará 11 jurados para o evento, dos quais apenas Márcio Salem, da Salem Propaganda, presidirá um júri, o da categoria Direct (Marketing Direto). Os outros participantes são Luiz Sanches, diretor de criação da AlmapBBDO (jurado na categoria Anúncios Impressos); Frederico Gelli, presidente da Tátil Design (Design); Mentor Muniz Neto, sócio da agência Bullet (Promo); Sergio Mugnaini, diretor de criação da AlmapBBDO (Cyber); Paulo Sanna, diretor de criação da McCann Erickson (Cyber); Flavio Casarotti, vice-presidente de criação da Fischer America (Radio); André Lima, diretor de criação da NBS (Outdoor); Eduardo Lima, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi (Film); Luiz Fernando Vieira, vice-presidente de mídia da Africa (Media); e Sergio Valente, presidente da DM9DDB (Titanium).
Daqui á uns anos serão nossos trabalhos que estarão concorrendo no Festival de Internacional de Publicidade de Cannes. Já que seremos os futuros publicitários do Brasil. E iremos arrebentar.
Informações obtidas pelo site www.estadao.com.br

Izabela Oliveira

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Risco do negócio.Como o anunciante pode liquidar com o trabalho da agência

O preço de uma campanha de publicidade causa horror aos anunciantes,ainda mais quando o fantasma da crise está sentado na cadeira ao lado.Quando eles tomam conhecimento de quanto custa a exibição de um único comercial de trinta segundos no horário nobre da TV,criva de perguntas o pessoal da agência.Isso tudo?Cento e setenta e cinco mil reais por meio minuto no Jornal Nacional?Não parece uma quantia absurda?Cento e sessenta e três mil por um filmezinho na novela das oito?
Alguns mais afeitos aos custos do cinema nacional chegam a arriscar que a verba necessária a uma pequena campanha,que nunca se restringe a um único comercial,seria o suficiente para a produção de um longa metragem.
Existe algum sentido no assombro dos clientes diante dos custos da publicidade, mesmo quando lhes são apresentados os cálculos de custo por mil espectadores.E mesmo quando eles compreendem que a propaganda é parte dos custos para que um produto possa ser produzido,ter presença e competir no mercado.
A propaganda na TV,ainda por cima,nem sempre é suficiente para,sozinha,cobrir todas as necessidades de uma campanha.A mídia segmentou-se diante dos interesses diversificados de grupos sociais e culturais que se transformaram em mercados consumidores,cada um com suas peculiaridades.
Cada vez mais a comunicação de marketing,onde a propaganda se insere,passa a ser o item mais caro na vida de qualquer produto.Fazer o produto com determinado nível de qualidade há muito deixou de ser o calcanhar de Aquiles.Está aí a Nike,provando que seus sapatos,meias,raquetes e toda a parafernália esportiva podem ser fabricados na Indonésia,na China,no Japão ou no Ceará,mantendo os mesmos padrões de qualidade.A tecnologia se difunde com muita rapidez,atualmente.As empresas passaram a administrar apenas as suas marcas,que são o seu maior ativo,usando um complexo de comunicação sofisticado,caro e eficiente.
As verbas precisam ser profissionalmente administradas.O planejamento estratégico não começa nem termina na criação ou na produção dos anúncios e muito menos na compra do espaço nos veículos de comunicação.Não estamos nos referindo ao planejamento de marketing de um produto,e sim ao planejamento da comunicação de marketing.
As agências estão investindo no planejamento estratégico tanto quanto na criação das campanhas.Se antes o anúncio criativamente brilhante enchia os olhos dos anunciantes e do próprio consumidor,hoje esse anúncio tem de continuar a ser brilhante e memorável e tem de apresentar um conceito estratégico que não venha a significar um tiro pela culatra.Ou no pé,como diz Alex Periscinotto.
Um conhecido escritor brasileiro certa vez espantou-se com a limitação e a dificuldade que tinham com a língua portuguesa alguns redatores de publicidade que ele conhecia.Compreendeu melhor quando lhe foi explicado que não se tratava,na realidade,de redatores,e sim de criadores,responsáveis pela criação de idéias dentro de um conceito previamente estabelecido.
Criar publicidade eficiente torna a campanha mais barata.Ou menos cara.O conceito que diferencia o produto e motiva o consumidor é obtido pela clareza dos objetivos - os de marketing e também os de comunicação.Identificar o tipo de consumidor com quem se fala ajuda a saber o que ele pensa da marca e o que se pretende que ele passe a pensar depois de ser exposto à campanha.
Embora a publicidade use e abuse da emoção,porque ela tira o consumidor da indiferença,deve-se descobrir qual o argumento que justifique tudo o que se disser sobre a marca.Um único argumento que resuma os benefícios que estamos prometendo ao consumidor e que vai ser confirmado no produto se a campanha for bem sucedida.Toda publicidade é uma promessa feita ao consumidor.Por isso ela precisa ser transmitida com clareza e de forma a que o consumidor possa nela confiar.
Todos estes pontos deveriam ser considerados pelo anunciante quando,ao escolher uma agência,é tentado a aproveitar-se do momento e do alto grau de competição do mercado publicitário para impor uma remuneração humilhante.Ao ser transformado em commodity*,o trabalho da agência pode perder a capacidade de viver o desafio do produto e de se aliar ao cliente numa empreitada de risco,como é uma campanha de propaganda.
*Commodity:
Usada como referência aos produtos em estado bruto ou com pequeno grau de industrialização, de qualidade quase uniforme, produzidos em grandes quantidades e por diferentes produtores. Estes produtos "in natura", cultivados ou de extração mineral, podem ser estocados por determinado período sem perda significativa de qualidade.
www.umacoisaeoutra.com.br/marketing

É muito comum que a maioria dos anunciantes não tenham conhecimento do valor e da importância da publicidade,por isso se assustam com os elevados preços de uma campanha bem produzida.
As agências precisam se aperfeiçoar cada vez mais,para que aquele anúncio caro seja brilhante e memorável,para que não venha a ser um tiro pela culatra,como diz no texto.Ainda não se pode deixar que o trabalho da agência se transforme em "commodity".Ter um diferencial é cada vez mais indispensável!

Ana Carolina

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Publicidade na Internet: as causas do fracasso


Existem basicamente dois tipos de pessoas que anunciam na Internet: as que sabem anunciar, e as que não sabem. É bem provável que estas evoluam para o grupo daquelas, contanto que tenham um pingo de duas características muito importantes, imprescindíveis ao sucesso de qualquer empreendedor: bom senso e humildade.
Existem vários erros dos anunciantes, e os três maiores erros dos anunciantes na Internet foram:
O primeiro erro é não saber o que esperar de uma campanha paga na Internet.
Não importa se você está anunciando no AdWords, se está anunciando diretamente em algum blog ou site, o que importa é que é extremamente importante saber o que você pode esperar de resultados, pois se a expectativa não estiver clara, ou estiver baseada em parâmetros irreais, nenhum resultado será satisfatório.
O segundo erro é não escolher adequadamente o meio em que sua campanha será veiculada.
Por “meio” aqui podemos entender tanto a Internet, ou a Web, como um todo, ou os sites específicos onde a publicidade estará sendo veiculada. Se você for anunciar em algum blog, assine o fide dele antes, observe como o autor escreve, com que regularidade, e como os leitores interagem (por meio de comentários). A partir daí infira o perfil do público leitor do blog, e decida se vale a pena anunciar, sem esquecer do que falamos no parágrafo anterior.
O terceiro erro é não ter um produto ou serviço adequado ao gosto do visitante.
Não adianta nada você ter um produto maravilhoso, se ele for caro demais, ou se o público oriundo das suas campanhas não tiver dinheiro para gastar; sites de “warez”, pornografia, pirataria, costumam ter níveis altíssimos de tráfego, logo “bombam” a visitação de qualquer anunciante; porém, a qualidade destas visitas é baixíssima, pois na maior parte das vezes trata-se de gente sem dinheiro nem ao menos para comprar o pente para as palmas.
De fato, o trinômio Preço x Produto x Praça continua tão válido como sempre, independente do fato de estarmos falando da Internet. Seu produto tem de custar o valor justo, e ser adequado ao seu público, caso contrário as chances de sucesso são muito reduzidas.
Erro de bônus: banners feios.
Esse erro é um bônus e não será incluído na sua conta: banners feios, apagadinhos, ilegíveis, que demandem muito raciocínio para identificar o que são, convertem muito mal. Vendas são feitas pegando-se o potencial comprador pelo seu afetivo, logo os banners devem inspirar o desejo de clicar o mais rapidamente possível. Banners apagadinhos, feinhos, são perda de tempo e de dinheiro.
Realmente, muitas vezes os anunciantes não param para pensar, para analisar alguns detalhes que parecem ser bobos, mais que fazem toda a diferença.
Vale muito apena dá uma conferida no seguinte blog:
www.blosque.com
Um blog que fala muito sobre publicidade e propaganda. Bastante interessante.

Izabela Oliveira

sábado, 7 de junho de 2008

Johnson & Johnson cria nova embalagem em seus anúncios na web

A Johnson & Johnson é um dos maiores anunciantes de televisão nos EUA. Mas para promover uma nova loção para bebês, a empresa resolveu inovar criando uma campanha com desenhos animados feitos especialmente para a Internet. O diferencial é que a campanha foi criada por um estúdio de animação e não por uma agencia de publicidade. O foco é a relação amorosa da mãe com o bebê, do contato físico, da intimidade entre mãe e criança. Em contraste, a maioria dos concorrentes da J&J nesse setor destaca as vantagens medicinais das loções.
Outra diferença é que a J&J esta abertamente dando preferência à Internet não a TV como principal plataforma de sua campanha. A decisão da empresa de abandonar sua fórmula publicitária tradicional é arriscada, especialmente em um momento de forte concorrência no mercado de loções para bebês nos EUA.
Muitas empresas de produtos de consumo costumam ser conservadoras em suas campanhas de marketing, e se mostram lentas na adoção das mídias digitais. A decisão da Johnson representa uma guinada significativa no setor. A empresa segue o exemplo da Unilever, que criou uma série de “webisodes” para os sabonetes Calming Night da Dove em 2006 – os consumidores assistiram mais de 45.000 horas dos vídeos dirigidos pó Penny Marshall, e mais de 3,5 milhões visitaram o site criado para promover o produto.
Confira através do site http://www.touchingbond.com/
Uma grande inovação que em pouco tempo consumirá boa parte da internet do mundo inteiro. Só espero que isso não prejudique as agencias de publicidade
Informações retiradas da revista Meio Digital.

Izabela Oliveira

sábado, 31 de maio de 2008

Olha a vivo


Coma entrada em Minas, operadora consolida liderança e se posiciona entre as 15 maiores do mundo.

“Tô chegando”. A operadora Vivo anunciou o inicio de suas operações em Minas Gerais no embalo da musica de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, sucesso na voz de Chico Buarque nos anos 70 e 80. Maior operadora de telecomunicações moveis do Brasil, a empresa consolidou a liderança nacional ao incorporar os quatro milhões de clientes Telemig Celular e se posicionou entre as 15 maiores do mundo com 38 milhões de clientes.

O processo de aquisição foi concluído em 13 de abril, data em que a Vivo comemorou, também, cinco anos de atuação no mercado brasileiro. Nesses trinta e poucos dias, a empresa mobiliza, inclusive, a adesão de novos usuários, afirma o diretor regional de Minas Gerais, André Caio, e uma reação positiva dos clientes do estado. A operadora já garante a cobertura a 600 municípios dos 853 de Minas, mais 200 cidades à frente do concorrente mais próximo.

Para conquistar esse espaço, a operadora optou por ação sutil de marketing, e uma campanha didática para mostrar ao cliente que não haveria prejuízos, ao contrario. Estrategia reforçada e sustentada na possibilidade de oferecer ao consumidor condições privilegiadas em diversos aspectos, justamente por já possuir grande número de clientes. “Associar-se a uma comunidade de 38 milhões de clientes traz beneficios que os usuários não teriam com uma carteira menor”, diz Caio.

Foi um grande avanço a Vivo chegar em Minas, já que a operadora também agrega o foco na excelência dos serviços prestados, com melhor qualidade de ligação do país, de acordo com indicadores da Agencia Nacional de Telecomunicações(Anatel).

Informações retiradas da Revista Encontro.


Izabela Oliveira

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O bolo online publicitário brasileiro atingirá os 10% em sete anos?

Para esquentar a discussão, vamos apresentar alguns números da participação da internet no mercado publicitário no Brasil e no mundo. Segundo dados do projeto Inter-Meios, do jornal Meio & Mensagem, a participação da web no bolo publicitário brasileiro atingiu 2,8%, ou, em números absolutos, 507 milhões de reais, em 2007.
Apesar de ainda pequeno, esse número revela que o ritmo de crescimento do país é superior ao mundial. Um aumento de 45,7%, em relação a 2006. A previsão para este ano é que chegue a 3,5% dos investimentos totais do mercado publicitário, ou seja 712milhões de reais.
No resto do mundo, não é diferente. A receita da publicidade online no mundo, em 2007, atingiu 21 bilhões de dólares, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Isso mostra que a internet foi a mídia que mais cresceu, superando a televisão por assinatura (20,6%), os jornais impressos (15,2%) e a TV aberta (8,7%). Apesar desse cenário otimista, você acredita que o bolo online publicitário brasileiro atingirá os 10% em sete anos? Ou considera que os percentuais ainda são tímidos e não chegaremos lá?
www.meiomensagem.com.br/revista_meio_digital_v5/

Acredito que o bolo online publicitário brasileiro, tem tudo para atingir os 10% em até menos de sete anos. De acordo com os dados estatísticos, por sinal bastante otimistas, a tendência da publicidade online é só crescer. A internet é uma mídia que está ocupando um espaço cada vez mais importante no mercado.
Participem da nossa enquente!

Ana Carolina

terça-feira, 13 de maio de 2008

Publimix - Viver de publicidade

Hoje assisti a uma excelente palestra que foi dada pela Míriam Barreto. Nela foi abordada o seguinte tema Viver de publicidade: a atuação do publicitário como freelancer junto a agências e clientes diretos.
O que me chamou muito a atenção foi o coworking, que nada mais é do que "o ato de trabalhar junto", de compartilhar recursos, ferramentas, normas, diretrizes, de formas diversas. Isso pode se dar em espaços comuns ou não, virtuais ou offline. Uma ótima forma de trabalhar reduzindo muito os custos!

"Nas entrelinhas, o jornal de Nova York revela o motivo do coworking crescer tanto no mundo - as pessoas gostam de trabalhar de forma independente, mas não isoladas em casa.
Acho que existem outras razões maiores - trabalhar como freelancer é cada vez mais comum e a internet [banda larga] abriu possibilidades para as pessoas poderem trabalhar de forma remota e colaborativa. Ou seja, hoje faz sentido falar de
coworking." Tiago Dória

Sarah Sader

sábado, 10 de maio de 2008

Mídia Social, Mentiras e Publicidade

Um filme que demonstra muito a Mídia Social a Mentira e a Publicidade é o filme Crazy People, passado pela Marcela na aula de Ética e Responsabilidade. Onde um cara é visto pelos amigos de trabalho como um louco, por começar a fazer e produzir anúncios que fala o do realmente se trata o produto. E que não oculta suas funções.

Esconder coisas é perigoso, principalmente se for para mentir. Os que mentem demonstram sinal de incompetência. É fácil, se o produto é bacana, se tem um serviço bom, não precisa de mentira. Basta ter uma boa estratégia de marketing, que seje interessante, que chame a atenção. E para isso não há necessidade de mentir. É muito mais fácil conquistar o cliente com uma "estratégia" do que com uma mentira.

É algo tão simples, é fazer um produto bacana e mostrar, se realmente for bacana haverá um interesse natural dos consumidores, sem precisar ocultar nada.

As empresas de publicidade (e os blogueiros) que perceberem isso e se adaptarem, adotando novas e honestas estratégias, sairão na frente. Quem continuar mentindo e enganando, será chamado na responsabilidade, verá a vergonha de suas ações ser jogada na sua cara. Fracassará, mais dia, menos dia.

Izabela Gonçalves

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Projeto "Em Pauta"

Depois das escolas de comunicação em BH, profissionais da redação do jornal Estado de Minas começam a trocar experiências com formadores de opinião e futuros profissionais de comunicação do interior de Minas, através do projeto Em pauta(mobilização de editores e repórteres para debater com a comunidade acadêmica a linha editorial do jornal, os desafios da profissão, imprensa e convergência de mídias)

A Unileste, em Coronel Fabriciano, abriu espaço para um bate-papo com o editor do caderno Gerais e repórteres especiais do Estado de Minas para refletir sobre as grandes coberturas da mídia e as perspectivas do mercado de trabalho. Os estudantes do curso de Comunicação Social(publicidade e propaganda/jornalismo), debateram o projeto Em Pauta durante o segundo Circuito de Comunicação.

O encontro se transformou num grande bate-papo entre jornalistas, alunos e professores. Os futuros profissionais tiraram dúvidas sobre publicação de matérias, oportunidades do mercado de trabalho e ética na profissão. Nem mesmo a cobertura da mídia em acontecimentos como o assassinato da menina Isabella Nardoni, passou em branco.

-Artigo do jornal Estado de Minas 06/05/08

O projeto contribui para a formação profissional dos alunos e traz o mercado para mais próximo deles. Algo que até então só teriam quando deixassem a universidade. É com certeza, uma ótima oportunidade de aprendizado.

Ana Carolina